Neste
momento, não me contento,
Porque
não me entendo!
Pois
um turbilhão de confusão,
Está
entranhado no meu coração.
Tudo
enclarece, não quando se esquece,
Mas
sim quando apetece,
Voltar
a ser que era,
Como
uma noite de Primavera!
Isto
não é fachada, é apenas uma estrada,
Com
um largo caminho de entrada.
Em
que o tudo pode ser nada,
Num
belo dia de madrugada!
O
que sou hoje é resultado
Do
que ontem fui, e o amanha será resultado do que hoje sou!
Arrependida?!?
Não, nunca, jamais!
Lutando
cada vez mais,
Incessantemente,
num caminho crescedor, em que não se faz furor
Deixando
apenas o rasto do meu calor.
Existem
vidas e vidas,
Histórias
e histórias,
Uma
são glórias outras são inglórias, parecendo reles histórias!
No
entanto, no recanto da minha mente,
Até
parece que há gente,
Que
diz e comente!
Contudo
é uma reles gente,
Que
não tem força de mente, nem tão pouco uma partícula que se diga inteligente!
Aquilo
que me surpreende, não é quem me entende,
Mas
quem me comente,
Com
uma rude voz de entre dente
E
eu penso simplesmente,
Ahhhh,
coitada gente! Por mais que tente,
Nunca
ade conseguir chegar, à vista do evidente!
Pois
naquele momento em que fiquei sem reacção
Tudo
me parecia uma horrível ilusão,
Em
que tudo em mim dizia não,
E
foi aqui que eu levei um abanão,
Que
mais parecia uma afirmação,
Da
vida a dizer para eu mudar de direcção!
E
assim fiquei, então, com o meu coração,
Numa
profunda escuridão!
No
entanto, agora, o meu ser pensante destitui-se do ardor,
E
consequentemente do rancor,
Para
que no futuro não veja aquela triste cor,
Que
me consome com pudor.
Quero
ter, sim, o esplendor do meu amor,
Na
minha vida de lutador!
Marlene Fernandes Gonçalves
Sem comentários:
Enviar um comentário