sábado, 18 de abril de 2015

RECORDANDO…

Neste momento, não me contento,
Porque não me entendo!
Pois um turbilhão de confusão,
Está entranhado no meu coração.

Tudo enclarece, não quando se esquece,
Mas sim quando apetece,
Voltar a ser que era,
Como uma noite de Primavera!

Isto não é fachada, é apenas uma estrada,
Com um largo caminho de entrada.
Em que o tudo pode ser nada,
Num belo dia de madrugada!

O que sou hoje é resultado
Do que ontem fui, e o amanha será resultado do que hoje sou!
Arrependida?!? Não, nunca, jamais!
Lutando cada vez mais,
Incessantemente, num caminho crescedor, em que não se faz furor
Deixando apenas o rasto do meu calor.

Existem vidas e vidas,
Histórias e histórias,
Uma são glórias outras são inglórias, parecendo reles histórias!
No entanto, no recanto da minha mente,
Até parece que há gente,
Que diz e comente!
Contudo é uma reles gente,
Que não tem força de mente, nem tão pouco uma partícula que se diga inteligente!

Aquilo que me surpreende, não é quem me entende,
Mas quem me comente,
Com uma rude voz de entre dente
E eu penso simplesmente,
Ahhhh, coitada gente! Por mais que tente,
Nunca ade conseguir chegar, à vista do evidente!

Pois naquele momento em que fiquei sem reacção
Tudo me parecia uma horrível ilusão,
Em que tudo em mim dizia não,
E foi aqui que eu levei um abanão,
Que mais parecia uma afirmação,
Da vida a dizer para eu mudar de direcção!
E assim fiquei, então, com o meu coração,
Numa profunda escuridão!

No entanto, agora, o meu ser pensante destitui-se do ardor,
E consequentemente do rancor,
Para que no futuro não veja aquela triste cor,
Que me consome com pudor.
Quero ter, sim, o esplendor do meu amor,

Na minha vida de lutador!

Marlene Fernandes Gonçalves

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